Alguns momentos na vida nos proporcionam reflexão, pensamos em tudo que já passamos, e imaginamos o que mais será que pode nos acontecer, sabemos que o que passou “já era”, não há nada que se possa fazer, lamentar, reclamar, tentar explicar é o que nos resta, mas ainda assim não fica claro o porquê. Pensamos diversas vezes se o que fizemos, o fizemos sem muita reflexão, paramos e visualizamos tudo quanto foi engraçado, triste, o que era digno de se arrepender, pensamos em tudo que falamos, e poderia não ser dito, em tudo que ficou engasgado e não saiu do pensamento...
As vezes pensamos em voltar atrás e fazer tudo de novo, porque nosso perfeccionismo não nos deixa ver o que ficou no passado, de maneira correta. O que não conseguimos enxergar é que tudo foi feito com um sentimento novo, que se apresentava nesses momentos, que surgiam a nossa frente, tudo era mágico, cada descoberta, cada mundo, todos eles intensos demais para que fossem negados, e não nos damos conta que essas mesmas sensações nos pegam desprevenidos a toda hora, em que não sabemos como agir ante a uma nova experiência.
É muito difícil identificar na hora em que as decisões se poem diante de nossos olhos, quais serão as que terão maior importância em nossa vida, avaliar o que poderá nos ocorrer quando brigamos com nosso melhor amigo por algo mau resolvido internamente, ou até mesmo por algo q poderia ser resolvido em uma conversa franca, pois se somos amigos o que existe que não possa ser dito?
Verificando o passado e especulando o futuro, identificamos que só mesmo nos resta o presente, que realmente nos pode ser um presente, se dele não nos arrependemos no futuro, ou lamentamos quando se vai, e só nos restam as lembranças, e são dessas lembranças que poderemos retirar, para os que virão após, sem negligenciar o que foi bom e o que foi ruim, pois as vezes o caminho errado que pegamos, é o mais proveitoso, porque aprendemos a lidar com as nossa mais intimas e humanas emoções.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Doer?Querer?Fazer?
Se dói, por que quero?
Se quero, por que não faço?
Se não faço, dói?
Se dói é por que quero
Ou por que faço?
Se não faço é por que dói
Ou por que quero?
Se quero, por que não faço?
Se não faço, dói?
Se dói é por que quero
Ou por que faço?
Se não faço é por que dói
Ou por que quero?
Mentiras
Olho para um muro e vejo além
Vejo graça, vejo flores, desejo...
O olho do espelho só me mostra quem quero
Não o que sou
Um muro.
Do outro lado, quem serei?
Com flores, tijolos ou espinhos
Preciso ser, quero chegar
Sem ter que dar socos e pontapés para ultrapassar, ultra-trapassear
O olho da alma, da luz, da vida, mente, sente...
Gente...
Olha! Que farça!
Disfarça!
Eu sou, eu quero, já fui...
Sou espelho
Que olha, que mente
Que finge ou sente, descrente
Que no muro há flores e espinhos demais
E que para pula-lo é necessário olhar
Para não me machucar...
Vou calar
Fechar os olhos e não mais chorar
Nos espinhos mesmo que sangrar
Sem nenhuma lágrima derramar
Vou pular
Ultrapassar
E que,só, depois do muro
Mesmo com tijolos ou espinhos
Das flores o perfume que exalar
Experimentar.
Vejo graça, vejo flores, desejo...
O olho do espelho só me mostra quem quero
Não o que sou
Um muro.
Do outro lado, quem serei?
Com flores, tijolos ou espinhos
Preciso ser, quero chegar
Sem ter que dar socos e pontapés para ultrapassar, ultra-trapassear
O olho da alma, da luz, da vida, mente, sente...
Gente...
Olha! Que farça!
Disfarça!
Eu sou, eu quero, já fui...
Sou espelho
Que olha, que mente
Que finge ou sente, descrente
Que no muro há flores e espinhos demais
E que para pula-lo é necessário olhar
Para não me machucar...
Vou calar
Fechar os olhos e não mais chorar
Nos espinhos mesmo que sangrar
Sem nenhuma lágrima derramar
Vou pular
Ultrapassar
E que,só, depois do muro
Mesmo com tijolos ou espinhos
Das flores o perfume que exalar
Experimentar.
Eu e Fabio
Que estranho fim é o nosso!

Estranho. Não digo triste, por não ser algo pavoroso como uma guerra ou um cataclisma, dor ou até mesmo muito sofrimento...digo isso porque é difícil compreender um fim para tudo, tentamos fazer tudo contra isso, e hoje em dia mais que nunca, plásticas, remédios, poções milagrosas, inventamos contos, fábulas sobre medo de crescer, viver eternamente como uma criança...Difícil mesmo é aceitar essa realidade. Por que? Será o medo do desconhecido? Não saber o que se espera do outro lado do túnel? Serão virgens? Serão ruas de ouro, rios de água cristalina, angústia, agonia e eterna dor, ou viver eternamente com a angústia de ser tudo perfeito, imútavel?
Não sei se foram os nossos medos que criaram essas realidades fantasiosas ou se essas realidades que nos fizeram temer o depois, o fim, o fechar de olhos e o dinheiro para o barqueiro,sei que elas existem e se confundem entre nós, pobres, fracos, tristes mortais, sem super-força ou poderes extraterrenos, que nos façam vencer ou transpor essa finalidade que é crescer, reproduzir e morrer. O que seria crescer entre esses seres tão vulneráveis? Seria crescer o passar dos anos, o adquirir prestígio, o evoluir, o mudar de mente e descobrir realidades e brigar por elas como se não houvesse outra possibilidade de mundo? E reproduzir seria, se relacionar com alguém do sexo oposto para que dessa relação carnal, real, houvesse um ser tão parecido, tão cheio de características não físicas somente, mas de alguma maneira tão enraizadas seja genética ou influencial, que devam ser chamados de filhos? Seres mágicos, frutos que merecem uma consideração de se doar acima de qualquer coisa, acima de suas necessidades, acima de sentimentos, acima de qualquer reação contraria a própria existência, ou seria transformar, tornar algo tão seu, e reproduzir algo, idéias, fazer e acontecer mesmo, fazer nascer, não carnal mas idealmente, fazendo assim que outros possam também crescer?
Mas e o fim? O que seria? O terminar da existência real, o fim do que eu posso ver e tocar, se transformando ou mutando para algo imaginário, algo intocado, invisível, jamais relatado, por alguém que foi e voltou, seja na mesma, ou em outra vida que seja, para nos tirar essas dúvidas, nos tirar o medo dessa transitoriedade que é morrer, talvez não exista nada, ou nada que seja tão medonho, ou que deva ser alvo de tantas preocupações, ou de ideal merecimento por boas ações ou pacto com alguém. Talvez seja algo tão natural como o cair das folhas das árvores, que servem como adubo, para germinar as sementes que caem dos seus frutos vigorosos, que foram reproduzidos, que cresceram e desenvolvam-se, talvez devamos somente servir de adubo para que outra flor apareça no lugar, e viva se perguntando o porquê de começar e terminar sem uma explicação a que não seja a passagem por essa vida.
Será que existe um fim? Será ele triste? Serão coisas transcendentes a realidade?Será que somos alimento para gerações futuras, alimento emocional, alimento físico que se acaba após não ter mais o que dar, a não ser a própria existência, para que haja espaço onde crescer sem ter que disputar um lugar ao sol ou uma sombra confortável. Seria o fim a continuação de nós como perfeitos por aquilo que alcançamos, e reproduzimos? Seria a lembrança de quem fomos? Seria o nosso fim, o começo de algo maior, aqui mesmo entre os fracos e vulneráveis, e tão dispostos ao mesmo fim estranho e não explicado.
Não sei se foram os nossos medos que criaram essas realidades fantasiosas ou se essas realidades que nos fizeram temer o depois, o fim, o fechar de olhos e o dinheiro para o barqueiro,sei que elas existem e se confundem entre nós, pobres, fracos, tristes mortais, sem super-força ou poderes extraterrenos, que nos façam vencer ou transpor essa finalidade que é crescer, reproduzir e morrer. O que seria crescer entre esses seres tão vulneráveis? Seria crescer o passar dos anos, o adquirir prestígio, o evoluir, o mudar de mente e descobrir realidades e brigar por elas como se não houvesse outra possibilidade de mundo? E reproduzir seria, se relacionar com alguém do sexo oposto para que dessa relação carnal, real, houvesse um ser tão parecido, tão cheio de características não físicas somente, mas de alguma maneira tão enraizadas seja genética ou influencial, que devam ser chamados de filhos? Seres mágicos, frutos que merecem uma consideração de se doar acima de qualquer coisa, acima de suas necessidades, acima de sentimentos, acima de qualquer reação contraria a própria existência, ou seria transformar, tornar algo tão seu, e reproduzir algo, idéias, fazer e acontecer mesmo, fazer nascer, não carnal mas idealmente, fazendo assim que outros possam também crescer?
Mas e o fim? O que seria? O terminar da existência real, o fim do que eu posso ver e tocar, se transformando ou mutando para algo imaginário, algo intocado, invisível, jamais relatado, por alguém que foi e voltou, seja na mesma, ou em outra vida que seja, para nos tirar essas dúvidas, nos tirar o medo dessa transitoriedade que é morrer, talvez não exista nada, ou nada que seja tão medonho, ou que deva ser alvo de tantas preocupações, ou de ideal merecimento por boas ações ou pacto com alguém. Talvez seja algo tão natural como o cair das folhas das árvores, que servem como adubo, para germinar as sementes que caem dos seus frutos vigorosos, que foram reproduzidos, que cresceram e desenvolvam-se, talvez devamos somente servir de adubo para que outra flor apareça no lugar, e viva se perguntando o porquê de começar e terminar sem uma explicação a que não seja a passagem por essa vida.
Será que existe um fim? Será ele triste? Serão coisas transcendentes a realidade?Será que somos alimento para gerações futuras, alimento emocional, alimento físico que se acaba após não ter mais o que dar, a não ser a própria existência, para que haja espaço onde crescer sem ter que disputar um lugar ao sol ou uma sombra confortável. Seria o fim a continuação de nós como perfeitos por aquilo que alcançamos, e reproduzimos? Seria a lembrança de quem fomos? Seria o nosso fim, o começo de algo maior, aqui mesmo entre os fracos e vulneráveis, e tão dispostos ao mesmo fim estranho e não explicado.
Conto quase que de... Natal !
Era quase fim do ano, um menino com vontade de crescer, mas cheio de dúvidas de como isso iria acontecer, lembrou que ouviu uma amiga contar, de um bom menino também que cresceu - mas como era mesmo a história ??? Não se recordava direito... parou pensou... hesitou... mas se lembrou que não era uma fábula ou um conto, daqueles que se aumenta um ponto, então pronto! – Vou tratar de procurar, mas como achar? Entre milhões de pessoas localizar uma alma crescida e amiga, para com ele compartilhar seu pesar...mas logo começou a procurar entre amigos dessa amiga que sem querer deixou escapar, a história desse menino que resolveu de frente a vida encarar – Consegui encontrar !!! Disse ele – Mas e agora como farei para minha história contar? Lembrou que o menino disse a todos encarar – Que bom filho era e nada poderia mudar!Foi assim que uma carta resolver começar...
E lá se vai a carta com a duas histórias a se entrelaçar. Então... agora não tem mais volta ,ficou com medo, de que talvez por intrometer-se em sua história o crescido menino criasse uma revolta.
Dias, meses, talvez horas, não é fácil de lembrar, pois muitas coisas estavam prestes a se revelar, traumas, choros, talvez risos e também gozos, não se sabe bem ao certo quanto tempo esperou, só se sabe que algum tempo se passou. Mas quando viu que uma carta com o nome do menino, que agora homem se tornou, e que o carteiro entregou, se pôs na leitura a devorar, e em sua vida também querer aplicar o que estava a carta a revelar. Mais algum tempo...algo mais precisava saber, esse menino grande queria conhecer. Conseguiu o telefone. Ligou. Lhe falou seu nome, e sem hesitar não parou mais de falar, indagar, murmurar, reclamar, pois na vida queria despontar, então percebeu que logo o acolheu, seus problemas e dúvidas logo entendeu.
Conversa vai conversa vem, convidou-o pra conhecer o mundo e ver que nessa vida todo mundo tem o seu lugar, começou no peito a pular, o coração a acelerar, mas sem nem piscar resolveu aceitar – Mas como vou sair e nessa estrada a caminhar – então pensou nos mesmos passos percorrer sem da vida se esconder, começou a temer, mas logo do crescidinho tratou de escutar, que na vida cada um tem um caminho a trilhar – Aconteceu comigo pode ser que não contigo – preferiu entender, e dá vida conhecer.
Alguns dias após a noite de Natal, saiu. Uma parte de mundo que pensava não existir,existiu. Logo como um filme de tevê, que um dia assistiu, viu tudo mudar, com seus calores e suas cores viu mundo, e só pode ir fundo, seu sorriso deixado pelo ar, a suspirar, se pôs a dançar, correr, pular, até o peito de alegria quase estourar. O dia vai a noite vem, não é possível que tão rápido passe o tempo quando se está bem. Tudo foi apresentado, com as devidas considerações, e muitas emoções. Não é possível que isso passe. E tão logo o dia nasce ...
Foram embora cada um para seu lado, depois de um novo mundo apresentado. Do menino crescido só se sabe que tem vivido aventuras e aventuras, que por ventura sempre diz nas cartas enviadas,com histórias muito bem contadas. O menino que queria crescer, o que se sabe é esta crescendo, mas na vida agora faz por merecer, sempre dá a cara pra bater, mesmo que doer, mesmo que chorar, mas na vida com o que é mau não quer mais se acostumar.
E lá se vai a carta com a duas histórias a se entrelaçar. Então... agora não tem mais volta ,ficou com medo, de que talvez por intrometer-se em sua história o crescido menino criasse uma revolta.
Dias, meses, talvez horas, não é fácil de lembrar, pois muitas coisas estavam prestes a se revelar, traumas, choros, talvez risos e também gozos, não se sabe bem ao certo quanto tempo esperou, só se sabe que algum tempo se passou. Mas quando viu que uma carta com o nome do menino, que agora homem se tornou, e que o carteiro entregou, se pôs na leitura a devorar, e em sua vida também querer aplicar o que estava a carta a revelar. Mais algum tempo...algo mais precisava saber, esse menino grande queria conhecer. Conseguiu o telefone. Ligou. Lhe falou seu nome, e sem hesitar não parou mais de falar, indagar, murmurar, reclamar, pois na vida queria despontar, então percebeu que logo o acolheu, seus problemas e dúvidas logo entendeu.
Conversa vai conversa vem, convidou-o pra conhecer o mundo e ver que nessa vida todo mundo tem o seu lugar, começou no peito a pular, o coração a acelerar, mas sem nem piscar resolveu aceitar – Mas como vou sair e nessa estrada a caminhar – então pensou nos mesmos passos percorrer sem da vida se esconder, começou a temer, mas logo do crescidinho tratou de escutar, que na vida cada um tem um caminho a trilhar – Aconteceu comigo pode ser que não contigo – preferiu entender, e dá vida conhecer.
Alguns dias após a noite de Natal, saiu. Uma parte de mundo que pensava não existir,existiu. Logo como um filme de tevê, que um dia assistiu, viu tudo mudar, com seus calores e suas cores viu mundo, e só pode ir fundo, seu sorriso deixado pelo ar, a suspirar, se pôs a dançar, correr, pular, até o peito de alegria quase estourar. O dia vai a noite vem, não é possível que tão rápido passe o tempo quando se está bem. Tudo foi apresentado, com as devidas considerações, e muitas emoções. Não é possível que isso passe. E tão logo o dia nasce ...
Foram embora cada um para seu lado, depois de um novo mundo apresentado. Do menino crescido só se sabe que tem vivido aventuras e aventuras, que por ventura sempre diz nas cartas enviadas,com histórias muito bem contadas. O menino que queria crescer, o que se sabe é esta crescendo, mas na vida agora faz por merecer, sempre dá a cara pra bater, mesmo que doer, mesmo que chorar, mas na vida com o que é mau não quer mais se acostumar.
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